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Excelência Sustentável
Usinas paraibanas adotam insumos Biológicos no combate a pragas
O agrônomo Jonas Carlos Santino, que trabalha na Usina Monte Alegre, sede da palestra oferecida pela Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba em parceira com a Universidade Federal Rural de Pernambuco, afirmou que desde que a Asplan começou a produzir insumos biológicos, há cerca de 15 anos, a Usina Monte Alegre utiliza primordialmente o fungo Metarhizium anisopliae para combater a cigarrinha das plantações de cana.
Referência no Nordeste na produção de controladores biológicos através da Estação de Camaratuba, a Asplan, que coordena a Estação, fornece insumos biológicos e faz pesquisas para o desenvolvimento da Cortesia flavipes e Metarhizium anisopliae. Considerado um controle mais acessível, além de ser natural e não agredir o meio ambiente, os insumos biológicos têm sido utilizados por diversas usinas produtoras de cana-de-açúcar da Paraíba, que têm adotado o método como principal forma de combate a pragas na suas plantações. O inseticida é utilizado em último caso e somente quando o controlador natural não vai resolver o problema.
O professor do departamento de agronomia da UFRPE, Edmilson Jacinto, relembrou que, para a utilização tanto da Cotesia flavipes (vespa) para combater a Diatraea saccharalis (lagartas) quanto da Metarhizium anisopliae (fungo) para combater a Mahbarva fimbriolata (cigarrinha), deve existir um bom controle de amostragem de infestação por hectare, além de controle microbiano e químico no caso da cigarrinha. O cálculo da amostragem de infestação também é utilizada para saber a perda da produtividade por área de infestada: no caso de uma plantação com 1% de infestação de Diatraea o produtor rural perde 0,523kg de açúcar por cana processada. O prejuízo no caso de uma plantação infestada com cigarrinha da raiz, por exemplo, dependendo da porcentagem de infestação pode chegar até 60% da sua produtividade.





